Representante da Rumo explica situação da malha ferroviária em reunião na Câmara de Vereadores

A malha ferroviária do Rio Grande do Sul tem cerca de 3.300 quilômetros de extensão. No entanto, boa parte dela está desativada. 

Para esclarecer sobre a situação mais especificamente de Alegrete, dos trilhos que passam na área urbana, o vereador José Rubens Pillar (PP) indicou um espaço regimental na sessão do dia 20, com o representante da empresa Rumo que tem a concessão da rede no RS, Miguel Ângelo Evangelista Jorge.

Ele disse que o contrato vence em 2027 e a empresa tem interesse em renovar sim, assim como na malha Sul. Quanto a retomada das atividades na malha ferroviária do RS, depende do governo federal que administra o setor.

Miguel mostrou as atividades dos trens no transporte de produtos agrícolas no país. No Porto de Santos ( SP) chegam mais de mil vagões por dia , no de Paranaguá (PR) são 900 e no porto de Rio Grande(RS) esse número baixa para menos de 300 vagões. Ele mencionou ainda que nos países da Europa o trem é um dos principais meios de transportes com economia e viabilidade.

O represantante da Rumo informou que a malha ferroviária no RS está praticamente abandonada, sendo preciso milhões para recuperar e isso depende, também da vontade política, para que o estado não fique “fora dos trilhos”.

Uma das saídas aqui para a região, informou Evangelista, seria uma espécie de Porto Seco para onde as cargas de soja, arroz e outros produtos iriam convergir aos trens e com eles chegar aos portos.

A empresa esta investindo em vagões mais modernos que podem atingir maior velocidade e para ser viável e necessário um trem com 100 vagões, citou o representante.

Situação atual

A malha ferroviária do Rio Grande do Sul é a terceira maior do Brasil, atrás de São Paulo e Minas Gerais.  A malha ferroviária do Rio Grande do Sul está isolada do restante do Brasil. A Rumo é a operadora da concessão ferroviária no Rio Grande do Sul. 

Ao longo de 25 anos de concessão, a malha gaúcha perdeu 1,5 mil quilômetros de extensão. Dos 3,15 mil quilômetros ativos em 1997 — ano do início do contrato atual — restaram apenas 1,65 mil quilômetros, ou seja, praticamente a metade do traçado foi suspensa. Um estado exportador e do agronegócio esta sem ligação férrea como resto do país, disse.

No Rio Grande do Sul, existe um modal adormecido — abandonado, segundo afirmam alguns especialistas — com potencial para virar esse jogo, elevar a atratividade dos produtos locais e estancar uma ferida que deixa escorrer pelas estradas, a cada ano, cerca de R$ 125,3 bilhões, ou o equivalente a 21,5% do Produto Interno Bruto gaúcho (R$ 582,9 bilhões em 2021), segundo aponta a Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura (Camaralog). 

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