Stefanini se divide em sete

A Stefanini fez uma reorganização interna com a criação de sete unidades de negócios, uma forma de “arrumar a casa”, depois de mais de 40 aquisições ao longo de sua história, uma tendência que, ao que tudo indica, deve se acelerar.

As sete unidades são Tecnologia (com a marca Stefanini Technology), Cibersegurança (com Stefanini Cyber), Dados (Stefanini Data & Analytics e Stefanini Woopi), Tecnologia Financeira (Topaz, Orbitall e Saque e Pague), Operações (Stefanini Operations e Necxt), Manufatura e Cadeia Produtiva (Stefanini IHM) e Marketing (Gauge e W3haus).

Os nomes das unidades são todos bastante auto explicativos, com exceção de Tecnologia, que provavelmente reúne o negócio de desenvolvimento de software, e operações, onde está o que hoje se chama de Customer Experience (CX), ou, mais prosaicamente, atendimento ao cliente. 

Inteligência Artificial, o tema da vez, não ganhou uma área em específico porque, na visão da Stefanini, o tema é transversal e envolve todas as áreas.

“A nossa percepção de marca estava muito aquém das avaliações sobre os nossos serviços. A explicação é que muitas vezes o mercado não entendia o que fazemos”, disse ao Valor Econômico o diretor de marketing global, Guilherme Stefanini.

Segundo o Valor, Stefanini liderou o reposicionamento para simplificar a comunicação com os potenciais clientes. 

Guilherme é um dos filhos do fundador da Stefanini, Marco Stefanini. Junto com o irmão, Rodrigo, que atualmente lidera as operações na América Latina da empresa, Guilherme vem ganhando mais visibilidade nos últimos tempos (como a própria entrevista para o Valor, que normalmente seria coisa para Marco Stefanini).  

De maneira geral, a ideia é dar mais visibilidade para a Stefanini, revelou Guilherme ao Valor. 

O orçamento de marketing para 2025 é o dobro do ano passado e deve incluir uma campanha publicitária em grandes meios, mídia segmentada (Oi Stefanini, leiam esse link), redes sociais e na rua. 

“O intuito é destravar oportunidades de crescimento. Ficamos muito tempo concentrados em fazer aquisições, sem olhar para a marca globalmente. Agora é hora de fazer a virada de chave”, disse Stefanini ao Valor. 

A Stefanini faturou R$ 8 bilhões no ano passado, uma expansão de 14% em relação a 2023 (desse total, 60% veio de fora do país, o que torna a Stefanini um caso raro de internacionalização no setor de TI brasileiro). Para este ano, a meta é crescer 15%, chegando a R$ 12 bilhões. 

A estratégia de compras segue na pauta. No ano passado, a Stefanini anunciou que dobrou o dinheiro disponível para aquisições para R$ 2 bilhões, em uma estratégia orientada a apostar na inteligência artificial.

O plano é encontrar alvos para compra nas áreas de marketing, cibersegurança, varejo e produtos financeiros que possam ser “turbinadas” por IA implementada pela mão da Stefanini. 

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