Laércio Cosentino estará no Fórum da Liberdade

Laércio Cosentino, fundador e presidente do conselho de administração da Totvs, será um dos palestrantes do Fórum da Liberdade, que acontece na semana que vem em Porto Alegre, entre os dias 3 e 4 de abril.

Cosentino participa do painel ”Coragem que Move Mercados”, às 14h da quinta-feira, 3, junto com o CEO da Vulcabras, Pedro Bartelle e Sônia Hess, conhecida por ter posto a marca catarinense Dudalina de volta no mapa.

Já na 38ª edição, o Fórum da Liberdade é um ponto de encontro da posição política liberal na economia no Brasil, que teve alguns altos e baixos nos últimos tempos. O evento de qualquer forma vai bem: no ano passado foi batido o recorde de público, com 6 mil visitantes.

Organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais, uma organização que costuma reunir a nata empresarial gaúcha, o Fórum da Liberdade costuma trazer políticos do centro para a direita (um painel neste ano terá o gaúcho Eduardo Leite, do PSDB, e Romeu Zema, do Novo), uma que outra apresentação mais incendiária (Marcel Van Hattem e Caio Coppolla), além de grandes nomes do empresariado. 

É um contexto curioso para se pensar na participação de Cosentino, que normalmente é bastante discreto nas suas aparições públicas.

Desde que saiu do cargo de CEO da Totvs, porém, Cosentino vem dando mostras de um interesse crescente na atuação política como representante do setor de TI, um papel mais do que merecido tendo em conta o tamanho da Totvs hoje. 

O aspecto mais visível é a presidência do Conselho Deliberativo da Brasscom, maior entidade empresarial do setor de tecnologia no país, que nos últimos anos liderou uma grande batalha política pela manutenção da desoneração da folha de pagamentos, sendo derrotada no final. Mas isso é até de se esperar. 

Na última eleição, Cosentino arriscou um pouco mais, estando entre os primeiros a assinar de um manifesto em favor da candidatura à presidência da senadora Simone Tebet (MDB).

Cosentino e o CEO da CI&T, Cesar Gon, foram os únicos nomes de TI que a reportagem do Baguete achou na lista inicial de 280 signatários.

Isso já seria fora do comum, mas Cosentino ainda defendeu a decisão em uma entrevista ao Neofeed, um dos sites de economia mais lidos no país.

“Acredito que, com as eleições, está na hora de pensar não em um nome, mas sim em uma plataforma de crescimento, em um projeto de país, em um plano de governo. E não em um plano de poder”, disse Cosentino ao Neofeed.

Na entrevista, o fundador da Totvs alertou sobre uma polarização desnecessária entre Lula e Bolsonaro, que foi o que acabou acontecendo na eleição. Tebet ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com escassos 4,16% dos votos. 

Adicionar aos favoritos o Link permanente.