Android 16 vai copiar recurso chave de segurança dos iPhones

O Android vai dar mais um passo rumo ao fortalecimento da segurança dos seus dispositivos. Com a chegada do Android 16, o sistema operacional do Google deverá incorporar uma função inspirada no iPhone, que aumenta a segurança do aparelho em casos de roubo ou furto.

A novidade atende pelo nome de “reinicialização por inatividade” e foi descoberta em uma análise do aplicativo Google Play Services (versão 25.11.34). A função promete reiniciar automaticamente o celular após três dias de inatividade, o que pode dificultar tentativas de acesso indevido ao conteúdo do dispositivo.

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O que é a reinicialização por inatividade

O funcionamento da nova ferramenta é simples: se um celular com Android 16 ficar totalmente inativo por 72 horas, ele será reiniciado automaticamente. A princípio, isso pode parecer irrelevante, mas o impacto em termos de segurança é significativo.

Após uma reinicialização, o aparelho exige que o usuário insira a senha de desbloqueio para ativar recursos como biometria. Isso representa um obstáculo extra para quem tenta acessar o dispositivo sem autorização, como ladrões ou até mesmo ferramentas utilizadas por autoridades para burlar proteções.

Esse tipo de reinicialização força o sistema a entrar em um estado conhecido como “antes do primeiro desbloqueio”, onde as chaves de criptografia permanecem inacessíveis. Esse detalhe técnico torna o aparelho consideravelmente mais seguro.

Inspiração clara no iOS 18

A inspiração vem diretamente da Apple, que implementou uma funcionalidade semelhante no iOS 18. Inicialmente, os iPhones eram programados para reiniciar após sete dias de inatividade, mas a atualização iOS 18.1 reduziu esse tempo para apenas três dias — o mesmo adotado pelo Android 16.

Divulgação/Apple

A lógica é a mesma: após o reboot, os dados ficam protegidos por criptografia e a biometria é desativada até que o código de desbloqueio seja inserido. Dessa forma, qualquer tentativa de acesso indevido se torna mais complexa e menos eficaz.

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Um recurso já conhecido por sistemas focados em privacidade

Além da Apple, o sistema GrapheneOS — conhecido por seu foco em privacidade — também conta com esse recurso há bastante tempo. No caso dessa ROM, os aparelhos reiniciam após 18 horas de inatividade, oferecendo uma proteção ainda mais rígida contra possíveis explorações de firmware.

Segundo especialistas do GrapheneOS, as reinicializações frequentes dificultam a atuação de malwares que operam em segundo plano. Como os dados ficam criptografados até o primeiro desbloqueio após o reboot, isso limita severamente o que pode ser acessado por aplicativos e atacantes durante esse período.

Android Advanced Protection Mode: segurança ainda mais reforçada

Mas a reinicialização por inatividade não será o único recurso de proteção chegando com o Android 16. A nova versão do sistema operacional trará um pacote completo chamado “Android Advanced Protection Mode” (AAPM), projetado para elevar a segurança a um novo patamar.

Esse modo avançado de proteção será opcional e incluirá medidas como o bloqueio de conexões 2G, a proibição de instalação de aplicativos via fontes desconhecidas e a ativação da extensão de marcação de memória — uma defesa adicional contra vulnerabilidades que exploram a corrupção de memória.

O AAPM também permitirá que aplicativos verifiquem se o modo está ativado e, com isso, apliquem medidas extras de proteção. Essa arquitetura de segurança integrada e responsiva poderá ser especialmente útil para apps bancários e plataformas com dados sensíveis.

Lançamento previsto para o meio de 2025

A expectativa é de que o Android 16 seja lançado oficialmente entre maio e junho de 2025, com novidades sendo detalhadas no evento Google I/O, que começa no dia 20 de maio. Até lá, a comunidade deve continuar descobrindo mais detalhes nas versões preliminares do sistema.

Com a introdução do recurso de reinicialização automática por inatividade, o Android mostra que está atento às demandas por segurança e disposto a adotar práticas que já provaram sua eficácia em outras plataformas. Ao incorporar essa funcionalidade, o Google reafirma seu compromisso de tornar seus dispositivos cada vez mais resistentes contra acessos não autorizados.

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Fonte: Android Authority

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