Sean ‘Diddy’ Combs enfrenta mais acusações antes de seu julgamento

O rapper americano Sean Combs, aqui durante o Met Gala de 2018, está preso aguardando julgamento por agressão, extorsão e tráfico sexualANGELA WEISS

ANGELA WEISS

A promotoria americana adicionou mais duas novas acusações, uma de tráfico sexual e outra de transporte para prática de prostituição, contra o rapper Sean “Diddy” Combs, que será julgado em maio, segundo uma denúncia do grande júri divulgada nesta sexta-feira (4).

As novas acusações, relacionadas a uma mulher identificada pelos procuradores apenas como “Vítima-2”, poderiam levar a mais tempo de prisão caso ele seja declarado culpado.

A promotoria solicitou a presença de Diddy em 25 de abril, sua última audiência preliminar antes do julgamento que começará em maio.

O magnata do hip hop, de 55 anos, é acusado de abuso sexual e de obrigar as vítimas a participar de festas sexuais com drogas mediante ameaças e violência. Ele obrigava seus funcionários a trabalhar longas horas e exigia seu silêncio.

Até agora, ele negou todas as acusações, alegando que as relações foram consensuais.

O tão esperado julgamento começará com a seleção do júri em 5 de maio, e espera-se que os argumentos iniciais sejam apresentados em 12 de maio.

As acusações contra o bem-sucedido músico foram se acumulando desde o final de 2023, quando a cantora e ex-parceira Cassie, cujo nome real é Casandra Ventura, afirmou que Diddy a submeteu a mais de uma década de coerção por força física e drogas, bem como a um estupro em 2018.

Junto ao processo penal federal, Diddy enfrenta uma montanha de ações civis, que alegam abusos devastadores por parte do artista com a ajuda de uma rede fiel de funcionários e associados.

O outrora astro do rap está preso desde setembro. Sua aparência mudou e, nas audiências em que compareceu, foi visto visivelmente envelhecido.

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