Future abre centro no Serratec, em Petrópolis

A Future, empresa carioca do setor de cibersegurança, acaba de ganhar um centro de inteligência de segurança (SIC, na sigla em inglês) no Parque Tecnológico da Região Serrana, o Serratec, localizado em Petrópolis, no norte do Rio de Janeiro, desenvolvido com um investimento próprio de cerca de R$ 2 milhões.

Inaugurado no final do ano passado, o centro tem uma equipe alternada de 80 pessoas, correspondente a 60% do quadro de funcionários da Future, para que os clientes já existentes não ficassem vulneráveis durante o processo.

Os SICs são uma versão aprimorada dos centros de operações de segurança (SOCs, na sigla em inglês), que atuam como uma unidade focada em monitorar e gerenciar a segurança de uma infraestrutura de TI.

No caso dos SICs, o trabalho se dedica, primariamente, a analisar brechas históricas e incidentes de segurança, em busca de identificar padrões e combater as ameaças através da prevenção.

“Quando você fala de SIC, ele tem que ter um cérebro, onde ele se conecta com tudo que o cliente possui e você consegue correlacionar isso tudo dentro de uma tela. E, dentro de uma única tela, você consegue detectar e responder. Essa solução tem inteligência artificial embarcada, justamente para conseguir, de uma forma rápida, responder e tomar uma ação”, esclarece André Alô, CEO da Future.

Pensando nisso, a nova estrutura da Future conta com inteligência embarcada da Stellar Cyber, empresa americana do setor de segurança de redes e computadores, além de disponibilizar equipes de Red Team, Blue Team e resposta a acidentes responsáveis por ranquear a criticidade das ameaças de acordo com as diretrizes da ISO.

Segundo Airton Coelho Vieira Júnior, CTO da Future, terceirizar esse serviço é mais interessante para as empresas, visto que possibilita burlar um processo moroso de encontrar especialistas em cibersegurança, dada a escassez de profissionais da área no Brasil.

“Manter uma operação 24/7 é outro desafio para as empresas. Além disso, em média, uma empresa tem entre 14 ou 19 tecnologias diferentes, de fabricantes diferentes. Então, é difícil você encontrar um profissional que é especializado em tudo. Contratar uma empresa especializada nisso e que faz isso com eficiência é sempre mais barato do que montar uma equipe própria”, pontua.

Atualmente, mais de 40 clientes da companhia concordam com a colocação do executivo e confiam na Future o monitoramento de mais de 100 bilhões de eventos mensais, todos os quais já migraram para o novo SIC.

Com metade de seu portfólio composto por clientes do setor público e metade do setor privado, hoje, a maior parte do retorno financeiro da Future vem de empresas do governo, como Petrobras e Anatel.

A Future é sediada em Petrópolis desde 2016,  quando Alô e Vieira Júnior assumiram o negócio. A cidade atraiu os empresários pelo fato de se posicionar como um polo de tecnologia há mais de 25 anos.

Depois de um longo caminho percorrido, Petrópolis reúne, hoje, mais de 400 empresas que, juntas, faturam mais de R$ 1,1 bilhão anualmente e geram mais de 5 mil empregos na região.

Outro fator que contribuiu para a escolha, de acordo com Vieira Júnior, foi a possibilidade de contribuir para a capacitação de profissionais no polo.

“Se eu quiser crescer, eu vou precisar de mão de obra. Então, é mais fácil eu formar e selecionar os profissionais aqui do que brigar com o resto do mercado e tentar tirar profissionais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Nosso objetivo é formar de 35 a 100 profissionais por ano dentro do próprio parque tecnológico”, explica.

Agora, com um SOC redundante na Barra, atuando em conjunto com o SIC do Serratec, a Future estuda criar um novo centro de operações de segurança em Belo Horizonte, em Minas Gerais, e outro na capital paulista dentro dos próximos dois anos.

Criada originalmente em 1997, a Future passou por uma fusão em 2010 e foi assumida por André Alô e Airton Coelho Vieira Júnior em 2016. Desde sua fundação, a companhia tem como foco transformar ativos de segurança em serviços 24/7 .

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