Casos de dengue avançam no estado e Alegrete já têm sete notificações

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), vinculado à Secretaria Estadual da Saúde (SES), emitiu na última quarta-feira (2), mais um alerta epidemiológico conjunto sobre a circulação dos vírus e aumento de casos de dengue e chikungunya. O documento visa reforçar as medidas de vigilância epidemiológica nos serviços de saúde.

As duas doenças têm em comum o mesmo vetor de transmissão: o Aedes aegypti. De acordo com o alerta, foi confirmado um novo caso autóctone (sem histórico de viagem) de dengue do sorotipo 3 em Ijuí, na região missioneira. Um homem de 72 anos apresentou sintomas característicos da doença em 22 de março. O caso foi confirmado pelo Lacen em 27 de março.

O sorotipo 3 é uma das quatro categorias de dengue em circulação no Brasil. Os sintomas da dengue tipo 3 são iguais aos demais: febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares.

Alegrete

Secretaria de Saúde do município de Alegrete, por meio do setor de epidemiologia, identificou o primeiro caso positivo de dengue no ano de 2025, no dia 8 de março. Desde lá, nenhum caso mais foi divulgado e comunicado pela pasta que é responsável pelo serviço no “Baita Chão”.

Segundo Marco Rego, responsável pela análise dos gráficos epidemiológicos, até o momento foram notificados sete casos, sendo seis descartados e um confirmado. Em comparação com anos anteriores, Alegrete registrou 143 casos positivos em 2023 e 44 em 2024. O caso que foi confirmado em Alegrete, neste ano, é de uma moradora do bairro Capão do Angico.

A principal preocupação com casos importados está no período de transmissão. Pessoas que retornam ao município durante a fase de viremia podem, ao serem picadas por mosquitos, transmitir o vírus e gerar novos casos autóctones. Dessa forma, é fundamental que informações sobre deslocamentos e início dos sintomas sejam repassadas aos profissionais de saúde.

Além das ações de bloqueio ao mosquito, visitas domiciliares são realizadas regularmente pelos agentes comunitários de saúde. Durante essas inspeções, são verificados ralos, calhas e até bandejas de geladeiras, a fim de eliminar possíveis focos de proliferação.

Para conter a propagação da dengue no município, o Setor de Vetores solicita o apoio da população na manutenção da limpeza dos quintais e no recebimento dos profissionais de saúde, que atuam devidamente identificados.

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