“Tarifas de Trump: protecionismo ou justiça comercial? Economista alerta para riscos

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Nesta quarta-feira, os Estados Unidos se preparam para o que aliados de Donald Trump vêm chamando de o “Dia da Libertação Tarifária”. A expectativa é de que o presidente anuncie oficialmente a adoção de tarifas recíprocas, uma medida que visa igualar os impostos cobrados por outros países sobre produtos norte-americanos. A decisão, porém, levanta alertas entre economistas e pode marcar o início de uma nova era de protecionismo global.

Em entrevista à BM&C News, professor e mestre em Roberto Dumas destacou os riscos da medida. “Se os EUA impuserem uma tarifa única para todos os países e produtos, o resultado pode ser um aumento generalizado dos preços internos e a importação de inflação. É o tipo de política que pode dar um tiro no próprio pé”, afirmou.

A estratégia, segundo ele, pode até funcionar como mecanismo de pressão para forçar outros países a reduzirem suas tarifas. Mas o risco de retaliações coordenadas não é desprezível. “Se o outro país reage subindo também, entramos numa guerra comercial — e isso desestimula as cadeias globais de produção”, explicou.

Comércio justo ou novo protecionismo?

A proposta de Trump é simples: quem tarifa os EUA será tarifado na mesma proporção. Para muitos, uma questão de justiça. No entanto, Dumas alerta que a reciprocidade, embora ideal em teoria, não considera as complexidades do comércio internacional. “Há países que não usam tarifa, mas criam barreiras não-tarifárias, como burocracia alfandegária ou riscos fitossanitários — isso também é protecionismo, só que disfarçado”, disse.

O economista ainda apontou que tarifas não resolvem o problema estrutural da balança comercial americana. “O déficit dos EUA está muito mais ligado ao excesso de consumo e à falta de poupança doméstica, seja pública ou privada, do que ao desequilíbrio tarifário em si”, concluiu.

Tarifas de Trump: Brasil não está fora do jogo

O Brasil, embora não diretamente citado na nova política tarifária americana, também pode sentir os efeitos. O país tem histórico de proteção à sua indústria e, recentemente, aplicou tarifas a produtos chineses, em resposta à pressão do varejo nacional. “O problema é que essas medidas, em geral, acabam penalizando o consumidor, que paga mais caro por produtos de menor qualidade”, afirmou Dumas.

O que esperar do mercado após as tarifas?

Com o anúncio previsto para hoje, analistas já monitoram os possíveis impactos sobre cadeias globais de suprimentos, inflação nos EUA e possíveis retaliações comerciais de parceiros como União Europeia e China. O “Dia da Libertação Tarifária” pode inaugurar uma fase de menor integração econômica global — e mais instabilidade nos mercados.

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