Mulher é presa e indiciada por homicídio 55 anos após a morte do seu bebê

Uma mulher foi indiciada por homicídio 55 anos na Louisiana (EUA) depois de alegar que o seu bebê havia caído do berço e morrido acidentalmente após fraturar o crânio.

Alice Rollinson Bunch Idlett, agora com 75 anos, foi presa na última quinta-feira (27/3) pela morte do seu bebê de 16 meses, Earl Dwayne Bunch III, em 1970, informou a KPLC-TV.

Porém, a reabertura do caso em 2022, culminou com o indiciamento de Alice. As peças-chave da acusação são cartas escritas pela americana para o então marido, Earl Bunch Jr., que foram analisas décadas depois da morte.

“Acabei de chicotear aquele pequeno bastardo. Eu o odeio. Essa é a verdade, honestamente”, escreveu Alice numa das cartas.

“Eu não suporto essa vida. Deus teve que me punir me deixando ter aquele pirralho. Eu queria ter morrido quando ele nasceu. Eu me odeio. Eu vou matá-lo antes que ele se torne mimado”, disse a americana em outro texto ao companheiro.

Numa outra carta, Alice perguntou por que ela “deveria amar meu próprio filho”.

“Eu sinto como se ele fosse morrer amanhã, eu não me importaria. Não posso evitar”, completou ela.

Quando Alice levou o filho ao hospital após a “queda”, ele estava “mole e ofegante”. O médico que atendeu o bebê encontrou “marcas de mordida” e uma “marca de queimadura nas nádegas”, bem como hematomas por todo o corpo, de acordo com os documentos do tribunal que julgou o caso.

O médico observou que os ferimentos não eram consistentes com uma queda de um berço, mas Alice negou ter feito qualquer coisa ao filho.

O pai do menino não alertou as autoridades sobre as cartas alarmantes na época, de acordo com a emissora KFDM.

“Ele testemunhou que aceitou a morte do filho como acidental porque não conseguia acreditar que a mulher que ele amava pudesse ter machucado o próprio filho”, de acordo com o processo judicial.

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