CSA: Justiça manda suspender patrocínio de site de acompanhantes; entenda

A Justiça de Alagoas determinou que o Centro Sportivo Alagoano (CSA) suspenda a exibição do site de acompanhantes Fatal Model, patrocinadora do clube. A decisão foi assinada pela juíza Fátima Piraruá, da 28ª Vara da Infância e Juventude da Capital, na última quinta-feira (27).

De acordo com o Ministério Público de Alagoas, a decisão obriga o Marujo a suspender imediatamente a divulgação da marca em camisas oficiais e materiais acessíveis a crianças e adolescentes, incluindo em partidas nos estádios e entrevistas transmitidas pela televisão.

Para o promotor Gustavo Arns, a veiculação da Fatal Model em produtos e praças esportivas frequentadas por menores viola normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e princípios constitucionais de proteção à infância e juventude.

A plataforma patrocinadora do clube promove um serviço que envolve conteúdos de caráter explicitamente adulto, voltado para a mediação de serviços de acompanhantes, com anúncios que incluem referências à exploração da sexualidade”, destacou Arns.

Segundo o promotor, o contrato entre CSA e Fatal Model foi firmado em 17 de dezembro de 2024. O acordo prevê a exibição da marca na parte traseira dos uniformes oficiais do time, além de outros materiais publicitários.

O clube tem 15 dias para apresentar contestação à decisão. Caso descumpra a ordem judicial, há previsão de multa diária de R$ 10 mil.

MP diz que CSA ignorou recomendação

No dia 13 de março deste ano, o Ministério Público de Alagoas expediu uma Recomendação Administrativa ao CSA para impedir a veiculação da propaganda considerada prejudicial às crianças e adolescentes.

De acordo com o MP, o clube não atendeu a orientação e manteve a veiculação.

CRB também está suspenso

Assim como o rival, o Clube de Regatas Brasil (CRB) também precisou suspender a divulgação da Fatal Model após determinação da Justiça, assinada no dia 11 de março.

Devido à determinação, o Galo jogou a finalíssima do Campeonato Alagoano contra o ASA com uma faixa preta para cobrir o patrocínio e, nos jogos seguintes, passou a exibir uma faixa contra a decisão: “Futebol sem censura”.

Divulgação / CRB

 

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