Influenciadora denuncia transfobia em sessão de ‘Wicked; atriz se pronuncia

A influenciadora digital Malévola Alves denunciou ter sofrido transfobia momentos antes do início do musical Wicked no Teatro Renault, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (26). O episódio aconteceu no hall de entrada da sala do espetáculo.

“Eu fui vítima de transfobia por aquela mulher. Ela me chamou de homem”, contou Malévola em um vídeo publicado nas redes sociais.

Na plateia, a influenciadora, que soma mais de 840 mil seguidores no TikTok, denunciou o episódio ao público e pediu a retirada da acusada, que acompanhava uma criança. Seguranças do teatro também foram chamados e tentaram convencer a mulher a se retirar.

Em seguida, a influenciadora recebeu apoio do público que começou a bater palmas e a gritar “tira, tira, tira”. A cena foi gravada por vários fãs e viralizou nas redes sociais. (Veja vídeo acima.)

A atriz Fabi Bang, que interpreta a personagem Glinda na montagem brasileira, contou que a peça começou com quase meia hora por conta do tumulto.

Essa postura é contra a história que a gente está contando. Então o público realmente se revoltou com essa situação. O espetáculo foi atrasando, atrasando, atrasando. A gente ficou cerca de meia hora adiando o espetáculo até a pessoa que cometeu o ato aceitasse se levantar, deixar a sala do espetáculo para prestar depoimento”, relatou a atriz.

Após forte pressão do público, a acusada deixou a plateia sob vaias. Segundo a produção do espetáculo, a Polícia Militar também foi acionada, compareceu ao teatro e “dará prosseguimento às medidas de investigação criminal cabíveis ao caso”.

“Fica uma mensagem. A primeira que transfobia nem pensar. A segunda é que a pessoa que vem assistir a um espetáculo como Wicked e tem um ato como esse, ela não sabe o que está fazendo da vida dela. Ela não entendeu nada”, declarou a atriz.

Procurada, a produção disse em nota que repudia qualquer forma de transfobia e LGBTQIAPN+fobia.

“A história de Wicked celebra a aceitação das diferenças e a luta contra preconceitos, valores que também defendemos fora dos palcos. Nosso espetáculo é e continuará sendo um espaço seguro para todas as pessoas, independentemente de identidade de gênero ou orientação sexual. Acreditamos que o teatro deva ser um ambiente de acolhimento e representatividade e não toleramos qualquer discriminação em nenhuma de suas formas”.

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