Hackers exploram falhas na segurança digital e vende dados para gringos

Hackers exploram falhas na segurança digital e vende dados para gringos

Nos últimos anos, criminosos digitais brasileiros inovaram ao vender acessos privilegiados a sistemas de empresas nacionais para hackers estrangeiros. Esse modelo, chamado de corretor de acesso, transformou o país em um hub de ataques cibernéticos globais, elevando o número de crimes digitais e colocando empresas de capital aberto no centro das ameaças.

Com credenciais vazadas e o uso de inteligência artificial para fraudes, o cibercrime se tornou mais sofisticado e perigoso. Empresas de cibersegurança precisam de respostas rápidas para conter esse avanço, mas será que estão preparadas?

Como funciona o corretor de acesso e por que ele preocupa especialistas

O modelo de corretor de acesso permite que criminosos brasileiros identifiquem vulnerabilidades em grandes empresas e comercializem essas brechas para hackers estrangeiros. Essa prática acontece da seguinte forma:

  • Identificação de falhas: criminosos analisam sistemas de empresas de capital aberto e destacam vulnerabilidades.
  • Criação de perfis detalhados: incluem faturamento, dados sensíveis e informações estratégicas da companhia.
  • Venda no mercado clandestino: hackers internacionais compram esses acessos para realizar ataques, roubar dados ou extorquir vítimas.

Esse método tornou o Brasil um exportador de vulnerabilidades digitais, ampliando os riscos para empresas nacionais e internacionais.

Tela de Dados pessoais – Créditos: depositphotos.com / WrightStudio

Vazamento de credenciais e ataques phishing são as portas de entrada para hackers

Mais de 75% dos ataques a grandes empresas são causados por credenciais comprometidas. Esse vazamento ocorre, principalmente, por meio de:

  • Ataques de phishing: e-mails e mensagens falsas que enganam funcionários e roubam senhas.
  • Roubo de dados corporativos: falhas de segurança permitem a extração de informações sigilosas.
  • Exposição em vazamentos massivos: bancos de dados inteiros são vendidos na dark web.

Com esses acessos em mãos, criminosos podem se infiltrar nos sistemas das empresas e vender informações estratégicas, comprometendo operações e colocando negócios em risco.

Inteligência artificial impulsiona tanto criminosos quanto a cibersegurança

A inteligência artificial se tornou uma aliada tanto para criminosos quanto para especialistas em segurança. No lado dos hackers, a IA generativa permite que fraudadores criem novos métodos de ataque, personalizando golpes e automatizando fraudes.

Já no combate ao cibercrime, empresas como CrowdStrike utilizam inteligência artificial para:

  • Analisar padrões de ataques e prever ameaças antes que ocorram.
  • Reduzir o tempo de investigação de incidentes de 80 para apenas 8 minutos.
  • Auxiliar na detecção de vulnerabilidades e prevenir invasões.

Mesmo assim, a IA não é uma solução definitiva. A colaboração entre tecnologia e especialistas humanos ainda é essencial para conter a crescente onda de ataques digitais.

Golpe – Créditos: depositphotos.com / aijohn784

O impacto global do cibercrime brasileiro e a guerra cibernética

“O mundo cibernético está em guerra”, afirma Jeferson Propheta, vice-presidente da CrowdStrike para a América Latina. A empresa, que trabalha em conjunto com o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, tem observado um crescimento da espionagem digital patrocinada por governos.

Países investem bilhões em tecnologias avançadas para sabotagem e roubo de dados, tornando o cenário ainda mais desafiador para as empresas de cibersegurança. Com o Brasil se tornando um ponto-chave para criminosos digitais, empresas nacionais precisam dobrar seus esforços para não se tornarem alvos fáceis no mercado global.

Como empresas podem se proteger contra ataques digitais

Para minimizar os riscos, empresas precisam adotar uma abordagem proativa e contínua na cibersegurança. Algumas práticas essenciais incluem:

  • Implementação de autenticação multifator para evitar acessos indevidos.
  • Educação de funcionários sobre golpes digitais e boas práticas de segurança.
  • Monitoramento contínuo de redes e sistemas para identificar invasões rapidamente.
  • Parcerias com empresas especializadas para fortalecer defesas contra ataques.

Além disso, manter softwares e sistemas atualizados e realizar auditorias frequentes são passos fundamentais para reduzir vulnerabilidades e evitar prejuízos causados por hackers.

Com o cibercrime evoluindo rapidamente, empresas que não investirem em segurança digital correm o risco de se tornarem vítimas da próxima grande invasão virtual.

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